O presidente estadual do MDB, João Arruda, afirma que o partido terá candidaturas próprias a prefeito nos 36 maiores colégios eleitorais do Paraná, o que inclui as cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava e Paranaguá.
Ex-deputado federal e ex-candidato a governador no ano de 2018, Arruda esteve na última sexta-feira (08) em Marechal Cândido Rondon, onde participou do encontro regional do MDB. Antes do evento, ele visitou o Jornal O Presente, onde concedeu entrevista exclusiva. “O MDB vai retomar o protagonismo como gestor, com bons governos, nas cidades paranaenses”, declarou na ocasião.
Arruda diz que a estruturação do partido está começando do zero. “Não que não tenham sido levados em consideração os dados históricos, os companheiros antigos do partido. Afinal de contas, o MDB é um partido histórico, sendo necessário considerar avanços importantes no Estado através das boas administrações do partido. Tivemos prefeitos, vereadores, deputados, mas hoje vivemos um período de transição com o objetivo de ser adaptar ao novo momento político vivido no Brasil. A internet, as redes sociais vieram para ficar, são uma realidade e a gente precisa estar antenado às necessidades e demandas da população. Vamos usar este espaço para apresentar nossas propostas e buscar sucesso na eleição. Quanto mais candidatos, melhor será o nosso resultado no cálculo estadual”, frisou.
O emedebista salientou que municípios como Marechal Rondon e Toledo são prioridades à agremiação política. “Ainda tem Cascavel e Foz do Iguaçu, com Hermes ‘Frangão’ Parcianello e o vice-prefeito Nilton Bobato. Hoje temos cerca de 700 vereadores, e vamos trabalhar para eleger mil vereadores no ano que vem, sendo que eleitos e não eleitos poderão se candidatar a deputado estadual ou federal em 2022. Em Marechal Rondon temos os nomes do ex-prefeito Moacir Froehlich, com toda a sua experiência, que é pré-candidato a prefeito, e o vereador Josoé Pedralli, presidente do partido, que também se destaca e surge como pré-candidato a deputado estadual”, expôs.
DISSOLUÇÃO
No ano passado, o então deputado federal, que se preparava para ser candidato a governador, chegou a anunciar a dissolução do diretório local que tinha Pedralli como presidente por se sentir desprestigiado por lideranças locais. Durante vista a Marechal Rondon, foi recepcionado pelo vereador emedebista Neco Kist, alinhado ao grupo de situação no município, e não pelo presidente da legenda e membros da diretoria do partido.
Um ano depois, Arruda não fez questão de falar sobre o ocorrido e disse que o episódio ficou no passado, uma vez que não era o presidente estadual do MDB à época. “Isso tudo passou. O Neco continua sendo um amigo, o que precisamos é pensar no futuro do MDB e o Pedralli se enquadra muito bem com o que projetamos ao partido em nível estadual. Não vejo por que colocar essa questão do vereador Neco como um empecilho. Nós estaremos juntos e quem não estiver conosco vai ter que buscar outro caminho”, ressaltou.
PREPARAÇÃO
O presidente estadual reforça que o MDB vai trabalhar para lançar candidatos a prefeito em todo o Estado do Paraná, principalmente nas grandes cidades, com maior alcance de rádio, internet e televisão. “Isso será uma questão preparatória para 2022. O grande desafio das eleições municipais de 2020 é montar uma chapa, porque não tem mais coligação na eleição proporcional. Isso coloca o MDB em grande vantagem sobre outros partidos, por ser uma legenda de porte maior e que tem mais tradição. Aqui na região muita gente vota no MDB e não quer nem saber quem é o candidato”, enfatiza.
“Além do mais, o MDB não precisa estar agarrado a um governo estadual ou a um governo federal, simplesmente porque ambos ganharam a eleição. É preciso construir um projeto novo ao Paraná, com pessoas ambiciosas para fortalecer o partido, com propostas claras priorizando educação, saúde pública, geração de empregos e transformar o Estado em um ambiente realmente promissor”, enfatiza.
No que tange à sua pré-candidatura a prefeito de Curitiba, Arruda diz que a decisão não é sua, mas, sim, do partido como um todo. “Nós vamos definir tudo isso juntos. Se o partido entender que é importante a minha candidatura em Curitiba, eu serei candidato. Tenho conversado com especialistas em diversas áreas, a exemplo de saúde, educação e desenvolvimento urbano. O coordenador da campanha será o arquiteto e urbanista Luís Forte Neto, responsável pela reforma urbana de Curitiba há 50 anos e referência no Brasil inteiro. Esse projeto será desenhado para que a gente tenha candidatura própria, como defendo para Marechal Rondon, Toledo, Cascavel, Ponta Grossa e Londrina”, pontua.
Na opinião do presidente estadual do MDB, é necessário democratizar cada vez mais o partido. “Acredito que a sociedade já demonstrou que está cada vez se afastando mais dos partidos por conta de escândalos de corrupção e de posições, esse jogo fisiológico de acomodação política, de acordos e cargos. A população não quer mais isso. O que eu quero fazer é fortalecer um projeto coletivo para reestruturar o partido e poder estar mais próximo da região”, finaliza Arruda.
O Presente